Escrevi um textão indo de encontro à editoria desse blog. Mas como é carnaval, abaixo segue uma ironia ao desrespeito e abuso de poder e ao mesmo tempo, uma ode à liberdade artística e de expressão. Quem quiser que leia o que vem depois!
Olha, houve um tempo em que o título dessa mensagem poderia ter sido: “Carnaval, carnaval… eu fico triste quando chega o carnaval!” ou então, “… e pra tudo se acabar na quarta-feira”, entretanto, o convívio com pessoas queridas que adoram carnaval, me tiraram toda moralidade que tinha sobre a festa do momo. Hoje, graças a essas pessoas, consigo ver o belo, a arte, o puro nessa manifestação que parecia tão nefasta, mesmo que ainda caminhe solitária na memória uma alegria da época de criança - que não volta mais. Apesar de que nesse carnaval de 2009 voltam as Bonecas de Luxo para as ruas de Juiz de Fora, mas eu já não sou mais tão jovem. Agora é mais fácil eu me pintar de graxa e sair na avenida divertindo uns e aterrorizando outros.
Nos últimos tempos ou anos, tenho me divertido nos carnavais de Juiz de Fora, na banda Daki e nas coisas em seu entorno. Ano passado, estava com minha família - mulher e filha, depois de sairmos vestidos de palhacinhos, sendo que eu parecia um palhaço do terror com uma maquiagem tétrica, voltamos para perto da rua halfeld e como parecia que iria chover fomos para os pontos de ônibus. E não que é que me passa um daqueles trenzinhos-da-alegria com uma galera já mais velha vestida com roupas do jardim da infância e cantando marchinhas. Como estávamos com nossa filhinha de um ano e meio na época e ao mesmo tempo, uma chuva ameaça o céu, o pessoal do trenzinho se comoveu e nos chamou para subir. E foi ótimo, minha filha se divertiu muito, eu também, minha mulher idem. Tinha lá um rapaz que ficava no vagão de trás servindo umas cervejas. Eu já o conhecia, pois tinha sido porteiro de um prédio que cheguei a frequentar no passado. Um daqueles malandrões confiáveis. O trajeto costurou o centro da cidade e numa velocidade muito baixa. Estava bastante animado e o melhor foi que o tal cara que tava servindo o pessoal se lembrou de mim e me dava umas latinhas de vez em quando. Só no final que fui perceber que o lance era particular. Bem vi um primo meu, mas apesar de insistir em olhar para ele, acho que não percebeu que por debaixo daquela maquiagem bizarra e da cara de paw de beber de graça, era um primo distante que estava por ali. Perdei com muita rapidez essa injúria. E esse foi só mais um dos vários exemplos que me fizeram curtir novamente esse momento, mesmo que não seja como a maioria. Esse ano, por exemplo, vou aproveitar para: A) Viajar para a casa do cunhado em Campinas e ficar lá quatro dias; e B) Preparar algumas aulas, pensar em campanhas, ou seja, continuar trabalhando por que, apesar do ano começar realmente em março, ele já vem a mil desde o ano passado, sem cessar, como se não houvesse natal, ano novo ou coisa do tipo.
***
Um ótimo carnaval a todos!!!
***

Globeleza!