Criatividade Premiada
O trabalho foi desenvolvido para o site da Caixa Econômica Federal e revelou uma sensibilidade muito interessante da equipe de criação e também de programação. Show de bola!
O brilhante Saramago fugiu aos temas recorrentes à sua bibliografia ao escrever Ensaio Sobre a Cegueira. Entrou em clima obscuro na literatura de tema fantástico ao descrever um mundo onde uma epidemia transforma todos os seres humanos em cegos. Se você se interessou aposte na leitura da obra, vale a pena!
Um dos que se interessou por essa ótima leitura foi Fernando Meirelles, que também fugiu ao seu estilo ao adaptar a obra de Saramago para o cinema. Até então a filmografia do diretor tangia a estética, ou para muitos, cosmética da pobreza. Fotografia suja, câmera na mão, e roteiro estruturado em diálogos. Confesso que não sou fã adorador, mas admiro o trabalho de Meirelles.
Mas ao adaptar uma obra tão densa Meirelles teve que adaptar também seu estilo. Fazer planos mais estudados, e principalmente trabalhar o peso do silêncio no cinema. As gravações, realizadas em São Paulo, Toronto e Montevidéu, terminaram no início do ano. E Meirelles se vê em dificuldade para finalizar o trabalho, talvez pela já dita densidade da história, talvez pela mudança do estilo que descartará edição frenética (mais uma característica de sua filmografia). Mas o interessante disso tudo é o Blog sobre o filme que criou para relatar toda experiência que é realizar essa adaptação.
Veja abaixo fotos do filme

A greve dos escritores, incluindo na categoria redatores e roteiristas, está cada vez mais ganhando a mídia norte-americana. A discussão é sobre a porcentagem nas vendas de DVDs e Filmes pela internet. As mega-corporações e produtores não pagam nada aos roteiristas pelo comércio digital de seus obras, peças e roteiros, mas ganham fortunas com a venda eletrônica. Eles alegam que “não se ganha dinheiro com a internet”.


Os piquetes acontecem com freqüência e, a cada semana, a mobilização ganha novas adesões. Nesta última quinta, a colaboração veio por parte dos redatores de notícias, principalmente, os para TV. Como nos telejornais, jornalistas e redatores pertencem a sindicatos separados, as organizações acreditam que podem manter os programas no ar se mudarem um pouco as estruturas. Dessa forma, os telejornais teriam mais vivos, com o repórter na frente da câmera, improvisando por mais tempo.
O fenômeno 2.0 também invadiu o cinema. O termo cunhado por alguém (não se sabe quem), faz parte do vocabulário de quem está em dia com a WEB e se refere a sites como Wikipedia, YouTube e Orkut, onde o usuário pode interferir no seu conteúdo (este blog, também é um exemplo de internet 2.0). Em uma busca pelo google encontramos, “o objetivo da internet 2.0 é gerar inteligência coletiva” ou então, “Internet 2.0: Sociedade ativa e reconhecimento pessoal“. Para um conceito um pouco mais objetivo e fruto dessa tal inteligência coletiva temos a definição do wikipedia.
Mas a questão da recriação é algo muito pertinente hoje em dia. Afinal, alguns afirmam que estamos vivendo um tempo sem muita criatividade, em uma crise sem igual que faz, por exemplo, o mercado fonográfico ou relançar sucessos do passado ou lançar um monte de bandas iguais, com atitudes iguais, cabelos iguais e ainda me falam que são alternativos, independentes… pfff
Entretanto, isso não quer dizer que pastiches não sejam bem feitos, ainda mais com o humor brasileiro metido no meio. Na TV, ultimamente, temos o Tela Class da MTV representando essa onda 2.0. E é claro que o cinema não poderia ficar fora dessa. Aliás, esse tipo de recriação tem muito a ver com o clássico S.O.S. Tem um louco solto no espaço ou aqueles filmes classificados como non sense. Pega-se um filme já lançado e depois o refaz, satirizando-o.
Mas com o Tropa o caso é um pouco além. Aqui estamos falando de uma apropriação diferente de uma produção de cinema. Pegaram o filme e fizeram várias outras recriações com eles para a WEB, em ambiente 2.0 - Youtube. Uma das mais divertidas e pertinentes à época em que foi postado foi o já clássico TROPA DE SOFREDORES. Este pastiche foi ao ar um dia depois do Fogão ser eliminado da Sulamericana pelo River e estar no meio de uma turbulência que o distanciou do 1° lugar no Brasileirão.
Depois do futebol foi a vez das agências de publicidade. Fizeram uma encenação de como seria se o Capitão Nascimento fosse um diretor de criação. Pelo que apurei, foi o pessoal da Giovanni que interpretou e postou DIRETOR DE CRIAÇÃO DE ELITE em três partes mais essa que o link leva que diz respeito ao atendimento. Bom, agora para inserir em nosso espaço, escolhi uma nova versão interpretada por atores Playmobil. É isso mesmo, recriaram a famosa cena em que o Sherife zeromeia pede 10 minutos para o rancho e o Capetão Nascimento manda a galera comer no chão. Os créditos parecem ser do Kibeloco, um dos entusiastas dessa onda 2.0 em nível nacional. Muito Bom!
Que venham mais loucuras!!!
Não deixem de conferir Viagem a Darjerling, programa que vale a pena.
Para quem não sabe, Richard Ashcroft é um dos letristras mais celebrados da Inglaterra, sendo sempre comparado a John Lennon. Vale a pena conferir.
Aqui vão os filmes:
Banco do Planeta
Verve - Bittersweet Symphony